Vereadora diz que Recicle reajustou tarifa duas vezes no mesmo ano
A vereadora Marli Leandro (PT) se manifestou nesta terça-feira (18) na Câmara Municipal sobre a coleta de lixo e a forma como a empresa que faz o serviço em Brusque, a Recicle, vem cobrando os valores da população. Ela apontou o que seriam dois reajustes concedidos à empresa somente em 2016.
Tudo começou por conta da averiguação e uma denúncia ou reclamação feita a ela por uma moradora. No caso em questão, a empresa estaria cobrando taxa dupla por haver duas edificações no mesmo terreno. Acontece que, segundo Marli, além da que mora a mulher, a outra existente é uma estrutura onde funciona a garagem da casa.
Mas o assunto principal foi em relação aos dois aumentos que a empresa teria aplicado à tarifa no mesmo ano. O reajuste foi autorizado pela Agência Reguladora (Agir). Ela afirma que fez um pedido de informações sobre o assunto e nele não consta outro reajuste a não ser o de 2015. Entretanto, analisando faturas de água, nas quais constam a cobrança da taxa de coleta de lixo, elas apresentaram valores acrescidos.
“Gostaria que a população verificasse, porque podem dizer que é um valor pequeno e, por conta disso, a pessoa não percebeu. Só fui verificar depois que fomos olhar essa documentação aqui e, realmente, teve o reajuste em janeiro. Como pode isso?”.
Os reajustes teriam ocorrido nos meses de janeiro e março do mesmo ano, 2016. Marli disse que entrou em contato com a Agir e soube que não pode haver novo reajuste, muito menos sem a participação da agência reguladora.
“Isso, sem sombra de dúvidas, é algo bastante grave. No pedido de informações não veio. Então, de que forma foi dado esse reajuste? Quem autorizou esse reajuste? Baseado em quê?”, questionou ela.
Dejair Machado (PSD) disse que quando foi aprovada a criação da Agir, a bancada de oposição na época votou contra. “Demos todos os poderes para a agência reguladora tratar dessa questão. Tiramos essa responsabilidade que antigamente era do Legislativo e passamos para a Agir. Agora a quem cabe essa explicação é a Agir”, ponderou.
Marli disse que não há nenhum documento da Agir autorizando o reajuste.